Ao completar 15 anos de prestação de serviços, empresário comemora a evolução de seu empreendimento.

24 de julho de 2019 • Destaque, Entrevista, Marau • Visualizações: 1397

“O meu colaborador é a minha vitrine, pois é ele que está exercendo a atividade dentro da empresa dos nossos clientes, mas, os nossos
clientes são também muitos importantes, pois sem eles a Serviplan não sobrevive. Um colaborador motivado e vestindo a camisa da empresa, com certeza vai desenvolver um bom trabalho. Trabalhamos muito a questão da motivação”.

 

Nesta edição vamos contar a história do Grupo Serviplan, que está completando 15 anos de existência em Marau. Mas, inicialmente vamos conhecer um pouco da trajetória de sucesso do empresário Gilson Nei Casarin Borges que aos quatorze anos de idade, saiu do interior de Soledade, da comunidade de Pinhal, para estudar na Escola Agrícola de Carazinho, no curso de Técnico em Agropecuária.
Logo após sua formação que ocorreu no ano de 1994, seu primeiro emprego foi na Prefeitura Municipal de Soledade, em um estágio como Técnico em Agropecuária.
Um tempo mais tarde, Gilson, foi aprovado em um concurso a nível estadual, como professor. Na sala de aula, lecionou nos anos de 1995 e 1996 na disciplina de Técnicas Agrícolas, no CIEP de Soledade, na Escola Joaquim Gonçalves Ledo, de Mormaço e na Escola Saldanha Marinho, de Ibiraputã.
Passados estes dois anos, Gilson refletiu um pouco sobre ser professor e achou melhor buscar outras oportunidades, vindo morar em Marau, no final do ano de 1997, para trabalhar como Técnico em Agropecuária. Após 2 anos, passou a trabalhar como prestador de serviços na então Perdigão (atualmente BRF), no setor de vazio sanitário das granjas e matrizes, na localidade de Santo Antônio dos Pavan, onde por 3 anos foi técnico responsável pela empresa Famil.
No início de 2002, trocou a Perdigão pela Bunge Alimentos de Passo Fundo, onde por um ano desempenhou a função de Encarregado de Utilidades, nos setores de silos e caldeiras. No ano seguinte recebeu uma promoção, assumindo a função de Supervisor de Produção, logo em seguida veio mais uma promoção, desta vez, a nível estadual em todas a unidades da empresa, na supervisão ambiental.
Com todo este conhecimento adquirido em grandes empresas, em 2004, surgiu a ideia de abrir o seu próprio empreendimento, pois sua esposa, na época Rosilene Bonai, trabalhava em uma empresa no ramo de terceirização, depois de várias conversas entre o casal, foi analisado o mercado e concluiu-se que era bastante deficitário em Marau e, assim surgiu a empresa de prestação de serviços gerais Serviplan.
Gilson salientou que no primeiro ano, Rosilene conduziu o trabalho, pois naquele momento ele achou melhor continuar trabalhando na Bunge Alimentos, mas sempre nas horas vagas a ajudava. “Iniciamos com um funcionário, foi um período bastante complicado, mas com um trabalho árduo, vencemos as primeiras dificuldades, pois acreditávamos em nosso potencial”.
O Nosso maior desafio na época foi o financeiro, comenta Gilson, “lembro-me, que refinanciei um veículo que tinha, para poder comprar os primeiros equipamentos. Outra dificuldade, foi convencer as pessoas de que a terceirização, é um bom negócio para o contratante e vender o nosso serviço, pois era uma novidade naquele momento”.

 

A EMPRESA

No início, a Serviplan prestava serviços de jardinagem e limpeza pós obra. O primeiro grande cliente que a Serviplan conquistou, foi a Bunge Alimentos, que ofereceu alguns postos fixos em Passo Fundo e também na unidade de Nova Mutum no Mato Grosso, esta por um curto período de tempo, que por questões logísticas e custos a Serviplan acabou optando apenas, por Passo Fundo.
E esta parceria está chegando quase aos 15 anos, a Bunge foi a empresa que nos dava destaque maior, pois as demais eram pequenos comércios, comenta Gilson.
Com o passar do tempo, a Serviplan decidiu prestar serviços para o setor público (Prefeituras), e começou a participar de licitações, com isso a empresa foi crescendo. E por falar em licitação pública, Gilson comenta que a Serviplan irá participar de uma, do município de Porto Alegre “pois agora, temos estrutura para atender um município de 1.500 a 1 milhão de habitantes”.
Atualmente, a Serviplan tem sua sede localizada na Rua Bento Gonçalves, 773, Sala 20, no centro de Marau, conta com aproximadamente 400 colaboradores, atua em vários segmentos, tais como: portaria, vigilância (desarmada), almoxarife, motoristas, operadores de máquinas, serviços de higienização hospitalar, limpeza pós obra, limpeza urbana (segmento que mais cresce, onde atende vários municípios do estado) e zeladoria, mas o carro chefe é limpeza e conservação.
Com a nova lei da terceirização ampliou-se o leque de segmentos a serem explorados, comenta Gilson “nos últimos meses, criamos o departamento comercial da empresa, que tem a função de buscar novos clientes com visitas aos empresários e acompanhamento de abertura de editais de licitações públicas”.
Em nossa conversa com o sócio-proprietário Gilson, perguntamos quais são as vantagens de uma empresa contratar os serviços da Serviplan e, ele nos respondeu que as vantagens são inúmeras. No momento em que somos contratados, nós vamos oferecer um serviço especializado, pois somos uma empresa capacitada do segmento. O contratante não terá problemas com faltas de funcionários, atestados médicos, pois quando assumimos um contrato, temos “o plano A e B”, que em uma eventual falta do colaborador, a Serviplan possui uma segunda ou terceira pessoa capacitada para a função, férias, questões trabalhistas, entre outras. Gilson, comenta que a responsabilidade é da Serviplan, quanto ao colaborador “quando um cliente contrata uma empresa séria do ramo, tem um bom histórico, credibilidade e está há 15 anos no mercado, pois para chegar a esse tempo de existência, não é nada fácil, é um trabalho árduo”.
Gilson, também destaca que quando uma empresa terceiriza um serviço, ela se livra de inúmeros problemas e ou obrigações. Quanto a custos, o gestor da Serviplan comenta “o serviço terceirizado, se for analisar a fundo, não é tão caro assim, pois o que é cobrado a mais é uma taxa de administração e um percentual sobre o lucro (em alguns casos), que ao final das contas, o valor é insignificante, se comparado a ter um funcionário próprio. Sem contar o tempo que o gestor, ocupa muitas vezes para controlar aquele serviço. O gestor deve cuidar da atividade fim de sua empresa e a parte de serviços deve deixar por nossa conta”, enfatiza.
Além de tudo isso, se o contratante necessitar de serviços temporários, por exemplo, um mês para substituir funcionários que estão em férias, a Serviplan oferece esta opção, se encaixando em qualquer necessidade do cliente.
Na internet, o Grupo Serviplan possui uma página na rede social facebook.com/gruposerviplan e também um site – www.gruposerviplan.com.br para quem quiser conhecer mais sobre a empresa.
O telefone de contato é 54 3342 5166.

PRÊMIO TOP OF QUALITY INTERNACIONAL 2019

A Serviplan é uma empresa associada na Associação Brasileira de Empresas de Limpeza (ABRALIMP). Neste ano, a Quality Gold Internacional solicitou a Abralimp, as empresas que prestam serviços de limpeza no Rio Grande do Sul e a Serviplan foi uma das empresas indicadas.
A partir desta indicação o Instituto Quality Gold Internacional fez um trabalho de pesquisa, para avaliar as empresas do segmento, entrando em contato com fornecedores e clientes, além de analisar as questões ambientais e sociais.
Após esta etapa, Gilson disse que teve a felicidade de a Serviplan ser a empresa mais bem avaliada e por isso foi contemplada com o Prêmio Top Of Quality Internacional 2019. É uma premiação muito importante para a nossa empresa, comemorou Gilson dizendo que “nada é por acaso, esta premiação chegou até nós, porque existe um trabalho muito sério, é um reconhecimento muito grande, é um orgulho para Marau, para a região e o estado. É um reconhecimento que não esperávamos receber, foi uma surpresa”.
A entrega do prêmio ocorreu em São Paulo – SP, no dia 24 de Junho.
Gilson, também comentou que no mês de agosto, estará voltando à São Paulo, desta vez, para visitar e conhecer novas tecnologias, além de participar de treinamentos em uma feira internacional do setor.

 

E-SOCIAL

O governo federal em 2014, criou um sistema público de estruturação digital que unificou todas as obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas das empresas, chamado de E-Social, sendo obrigatório seu uso a partir de 2018. Em nossa conversa com o gestor, Gilson comentou que quando foi criado este sistema, foi acrescentado muitas exigências que burocratizou em muito o trabalho contábil e fiscal da empresa. Mas, vê com bons olhos o sistema, para quem se adequou, como foi o seu caso.
Com a intenção sinalizada pelo atual governo federal, em retirar muitas exigências de dados fornecidos a união dos atuais 900, para aproximadamente 450, com a possível criação de duas novas plataformas, Gilson acredita que vai se tornar mais fácil, pois para muitas empresas o sistema como está hoje, acaba inviabilizando o negócio. “ É uma plataforma boa, mas desde que seja bem feita, o e-social veio para organizar as empresas, mas burocratizou demais e deixa a empresa muito engessada em questões que ao meu ver são desnecessárias. A empresa organizada eu não vejo nenhum problema, ele veio para as empresas que não estão organizadas, se organizarem”, finaliza Gilson.

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Texto: Everaldo Felini – Jornalista MTB 15.084

Fotos: Arquivo Pessoal Gilson N. C. Borges e Revista Campo e Cidade

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