Não ao pedágio em Marau

25 de junho de 2019 • Colunistas, Vilmar Zanchin • Visualizações: 788

Tenho debatido incansavelmente um tema que impacta diretamente nossa região pelos próximos 30 anos. Me refiro ao modelo de concessão da ERS 324, apresentado pelo governo do Estado. A tarifa de 9 reais e 64 centavos (nos dois sentidos, vale lembrar) é impagável, e não existe certeza de que haverá concorrência para baixar o valor, como sonha o governo. Discordo também do cronograma de obras apresentado. Não podemos esperar tanto para as melhorias começarem. Alguns falam em 7, ou até 8 anos, mas certeza de data mesmo, não existe. Isso leva a gente a acreditar que a empresa não precisa ter o dinheiro para fazer a duplicação da rodovia, esse valor virá do nosso bolso, contribuinte, do pedágio que nós pagaremos! Quando questionei os técnicos contratados pelo governo na audiência pública promovida em Passo Fundo, também não obtive uma resposta satisfatória. Não podemos aceitar essa condição!
Além disso, as obras não atendem às necessidades de fluxo e segurança para travessias e acessos à nossa cidade. Como os projetos de engenharia podem ser pensados e até mesmo executados sem levar em consideração as características do nosso município? A prefeitura de Marau fez um projeto em parceria com a Associação de Engenheiros e Associação Comercial em convênio com o DAER, e nada disso está no que foi apresentado no projeto proposto pelo governo.
Com todos esses fatos sobre a mesa, não existe outra posição a ser tomada: somos contra! Como deputado, tenho o dever de representar os interesses da minha região e pedi a interrupção do processo até que se tenha clareza de tudo. Não podemos tomar uma decisão com base na pressa, no tempo do governo. O tempo da população precisa ser respeitado. O momento é de parar o jogo, colocar a bola ao centro e entender que a concessão deste trecho da rodovia, nos moldes como foi proposto, trará mais prejuízos do que benefícios a longo prazo. Portanto, desconfie daqueles que tem pressa para resolver essa complexa questão. Podem estar atendendo mais aos interesses privados do que ao bem público.

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