A religiosidade em Gentil e sua história

21 de março de 2016 • Cidades, Gentil, Religião • Visualizações: 1515

 

O município de Gentil, em 2016 comemora seus 24 anos de emancipação político-administrativa, tendo como a data de 20 de Março o dia de seu aniversário. Frei Dalci Debastiani em entrevista a nossa reportagem fala sobre a religiosidade no município e também das comemorações do Jubileu de Ouro e as programações que serão realizadas pela Paróquia.

 

DalciFale-nos sobre a religiosidade em Gentil e sua história?

O povo de Gentil é profundamente religioso. E isso não é por acaso. Os antepassados imigrantes italianos que aqui aportaram trouxeram de berço os valores do trabalho, da família e da prática religiosa. A maioria quase absoluta da população é católica. O aspecto religioso é  tão importante que

Gentil  é uma homenagem  a um sacerdote capuchinho que atendia a comunidade. Ele chamava-se de Frei Gentil, o qual residia na  Paróquia  Cristo Redentor de Marau. A igreja, ao longo desses 50 anos, foi determinante para o crescimento da comunidade em todos os aspectos. Inclusive,  a emancipação nasceu dentro da casa paroquial pois, foi um sacerdote que organizou e motivou a população para emancipar a comunidade. O mesmo sacerdote também foi o primeiro prefeito de Gentil. Atualmente a igreja, em Gentil, continua exercendo a sua função evangelizadora preocupando-se em suas ações com o seu humano em seu sentido integral. Por isso, ela é parceira em todas as iniciativas que venham a promover a vida e a dignidade das pessoas.

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Supermercado Chais - modelo para aprovaçãoSíntese histórica de Gentil de autoria do Arcebispo emérito, D. Ercilio Simon em seu livro “ Uma diocese chamada Passo Fundo”. “Vestígios de habitações indígenas são os registros dos primeiros habitantes de Gentil. Área ocupada para a criação de gado pelos jesuítas ( reduções), a região ficou abandonada quando os jesuítas foram expulsos. Tornou-se alvo de cobiça e conflitos. As terras passaram a ser usadas por posseiros. Depois foram tomadas dos posseiros por fazendeiros e requeridas ao governo. Criaram –se as primeiras fazendas. A região continuou sendo passagem de tropeiros das antigas missões para Vacaria e Sorocaba/SP. A vinda dos imigrantes de origem italiana de Alfredo Chaves (Veranópolis), Antônio prado, entre outras cidades, formou a nova colonização, Inicialmente era chamada de Lagoa Comprida, no início do século 20. Depois surgiu novo nome: Tapera. Religiosamente, n os primeiros decênios do século 20, a desobriga desta colonização era feita pelo Pe. Calógero Tortorici vindo de marau e Pe. Aneto Bogni vindo de Casca. Então já tinha o novo nome: Tapera. Posteriormente, com a vinda dos padres capuchinhos a Marau, passou a ser atendida pelos freis, pertencendo então à Paróquia Cristo Rei de Marau. Moinhos, agricultura de subsistência…e um sonho: criar uma paróquia. Com o aval de D. Cláudio Colling, em 11 de maio de 1966 é criada a paróquia Santo Antônio de vila Gentil, atendida pelo Cônego Guilherme Maschio (1966-1970). Ao longo dos anos a estrutura material foi sendo construída: Casa Paroquial, Centro Comunitário, igreja Matriz e 14 comunidades. As capelas pertencentes á Paróquia de Santo Antônio de Gentil têm uma boa estrutura, com igreja, centro comunitário, área de lazer e cemitério. A Paróquia conta atualmente com mais de 700 famílias em seu território. Hoje as atividades profissionais dos gentilenses  que merecem ênfase são a agricultura e a pecuária. Também destacam-se avicultura, a prestação de ser viços e a presença de pequenas indústrias que atualmente se encontram em fase de expansão. São referencias religiosas: a festa da Gruta (fevereiro), festa do Colono e Motorista (outubro) e a festa do padroeiro (junho). As atividades pastorais que se destacam são: celebrações litúrgicas, grupos eclesiais, coroinhas, catequese, apostolado da oração, jovens, ECC, pastoral da saúde… Párocos:  Cônego Guilherme Máschio, 15-05-1966; Cônego Alexandre Studzinski, 28-06-1970; Pe. João José Modkoski, 20-01-1976; Pe. Luiz Broetto, 06-061975; Pe. Domingos  Treviso, 18-03-1981; Pe. Hélio Schuster, 17-01-1988; Pe. Valcir Rizzardi, 20-12-1991; Pe. Guerino Germano Piccini, 03-10 – 1999; Pe. Avelino Pinzetta, 11-12-2001; Pe. Célio Zamarchi, 15-02-2004.  Comunidades: 1) Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Campo do Meio, rural, (1795)  (?); 2)Santa Lúcia, rural, (1914); 3)São Paulo, rural, (1928);  4) São José, rural, (1930); 5)Nossa Senhora do Rosário, rural, (1932); 6) São Pedro, rural, (1934); 7) Santo Antônio, urbana, matriz, (1935); 8) São Brás, rural, (1936); 9)São Sebastião, rural, (1936); 10) São Paulo, rural, (1938); 11) São Gotardo, rural, (1943); 12) São Caetano, rural, (1947); São Valentim, rural, (1947).

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Confira a Trezena de Santo Antônio em preparação à Festa do Cinquentenário da Paróquia de Gentil:

Trezena

Foto: Everaldo Felini – Jornalista MTB 15.084

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