Conforto

24 de agosto de 2015 • Colunistas, Rogério Minella • Visualizações: 1132

Nos dias atuais, a ciência progride vertiginosamente no planeta. No entanto, à medida que se suprimem os sofrimentos do corpo, multiplicam-se as aflições da alma. Nos países com padrão social mais elevado, impressiona o crescente número de suicídios. Os jornais estão cheios de notícias maravilhosas quanto ao progresso material. Segredos sublimes da natureza são surpreendidos nos domínios do mar, da terra e do ar. Contudo, a estatística dos crimes humanos segue espantosa. São frequentes as notícias sobre tragédias conjugais, traições e abandonos. Parece haver muita sede de liberdade sem responsabilidade. As criaturas se permitem tristes inquietações sexuais, sem atinar quanto a possíveis limites. Ao muito se facultarem, no entanto, não se tornam mais pacíficas e felizes. Ao contrário, sôfregas e inquietas, passam a imagem de uma imensa carência. Nessa onda de loucuras, surgem novas e intrigantes enfermidades, físicas e psíquicas. A rigor, o homem moderno não se mostra preparado para viver com conforto.

Ele a cada dia mais domina a paisagem exterior, mas não conhece a si mesmo.

Quando são atendidas as necessidades do corpo, surgem imperiosas as carências da alma. O conforto humano tende a aumentar naturalmente. Pouco a pouco, o homem disporá de mais tempo para si. O trabalho se tornará cada vez mais intelectualizado e eficiente. A democratização das informações também viabilizará o

questionamento de antigas crenças e valores. O problema reside em identificar o que convém, ante tal quadro, a um tempo perigoso e promissor. Ressurge oportuna a reflexão de Paulo de Tarso, no sentido de que tudo nos é possível, mas nem tudo nos convém fazer. Com horas livres e acesso à Internet, surge um mundo de

possibilidades. O homem pode se permitir as maiores baixezas nesse ambiente virtual.

Pode se viciar em pornografia, participar de conversas de baixo

calão e incentivar o ódio. Contudo, na conformidade do que decidir viver, terá consequências inevitáveis. Caso se conecte com as faixas infelizes da vida, a cada dia mais infeliz será. Assim, no pleno uso da liberdade pessoal, é o momento de decidir o

que se viverá. Não mais movido por convenções sociais, medo ou falta de opções.

Tudo é possível, mas convém fazer escolhas felizes e construtivas. Instruir-se, voltar os olhos para o que de belo e puro há no mundo. Cuidar para que as horas de folga sejam momentos de paz e aprimoramento.

Pense nisso.

 

/Redação do Momento Espírita, com base no cap. 5, do livro /Os

mensageiros,/ pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco

Cândido Xavier, ed. Feb./

/Em 23.03.2012./

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